sábado, 15 de março de 2008

Não mais comerei da carne a figura.

Não mais comerei da carne a figura
Que um dia meditei constante assim;
Figura insone, patética, uma doçura
Uma doçura disforme, colhi no jardim.

Jardim das pétalas aveludadas,
Das rosas e carícias e arbustos...
Dos mimos cor-de-rosa, rosa dada
Ao torpor do mundo em seu busto.

Em teu colo, entorpecido de amor,
Deitei o meu fardo da manhã cinzenta
Fria, solitária, oh manhã isenta...

Atinei em meu suor a lágrima descendo,
A pele enaltecendo a carne da boca tua;
Nua, tu despiste teu véu e eu morrendo
Guiando-me aos contentes brilhos da lua.