Não mais comerei da carne a figura
Que um dia meditei constante assim;
Figura insone, patética, uma doçura
Uma doçura disforme, colhi no jardim.
Jardim das pétalas aveludadas,
Das rosas e carícias e arbustos...
Dos mimos cor-de-rosa, rosa dada
Ao torpor do mundo em seu busto.
Em teu colo, entorpecido de amor,
Deitei o meu fardo da manhã cinzenta
Fria, solitária, oh manhã isenta...
Atinei em meu suor a lágrima descendo,
A pele enaltecendo a carne da boca tua;
Nua, tu despiste teu véu e eu morrendo
Guiando-me aos contentes brilhos da lua.
sábado, 15 de março de 2008
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