Queria ter-te não mais que a eternidade,
avançar em teus lábios sórdidos a calar;
minha boca desbravada faz-me soluçar
em meu recôndito universo de saudade!
Não mais que a primavera queria amar-te;
comparar-te às rosas alvas do canteiro,
iluminar-te junto ao Sol o dia inteiro
e banhar-me junto ao luar de escarlate.
Porque és tu quem me faz ver a aurora;
toda manhã te enxergo no azul anil,
das relvas enlevadas sinto-te agora
indo embora colher as flores de abril.
Queria navegar num mar de águas calmas
e te ver refletida ao banho da lua
que dá-me a tua imagem no seio da tua
face pálida junta à alcova das almas.
Enfim, queria doudejar a tua presença
e derramar-me aos prantos do sofrer;
almejar o teu afeto incontido na ausência
da solidão, que me permite arrefecer.
sábado, 12 de julho de 2008
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