domingo, 16 de dezembro de 2007

No mundo quem impera são os irracionais

As pessoas nunca olham para dentro de si mesmas. Não percebem o prazer que é se encontrar sozinho no interior de uma jaula enclausurada, a espera que alguém lhe abra a jaula e mostre um mundo medonho e ressequido de entulhos podres. Talvez a prisão consternadora de seus mundos medíocres seja tão desoladora quanto uma manhã azul de sol, entrando, sem querer, por uma janela entreaberta.
Uma noite enluarada na vida de um mesquinho nada mais vale do que uma noite enluarada. Mas, por que sempre tem que haver alguém para atabalhoar todas nossas idéias e nos deixar loucos? Talvez nada mesmo aconteça por acaso, tudo tem algum sentido, por mais difícil que seja de encontrá-lo nas entranhas desta vida. Pode ser que existam pessoas com ações nada comuns, com a intenção de fazer algo que tenha sentido, algo que nos faça dizer, "Porra, isso não aconteceu ao acaso". Todos vão se questionar sobre isso, outros vão apenas ignorar essas palavras impensadas de seus cérebros, e outros poucos, ainda, tentarão entender o motivo de algo não acontecer por acaso.
O que me faz sentir a vida é poder saber de algo que faz parte dela. Aristóteles disse que nada sabia, porquanto sempre procurou entender o que se passava a seu redor. Talvez ele nada sabia a seu respeito, bem como nada sabia de como pensar sobre ela.
Mas, para que pensamos e pensamos e nada sabemos a respeito do que se passa ao nosso redor? Acho que é porque nossa visão de mundo sempre está um pouco tapada, pelos meios de comunicação, principalmente. Eles fazem isso, tapam sua visão de mundo que você tanto almeja desvencilhar, e você nada percebe. Nem percebe, ao menos, que quem realmente te tapa é a Rede Globo, Record, SBT e similares. As "pobrezinhas" nem sequer se dão conta de que estão fazendo isso e apenas mergulham ainda mais em seu estados latentes de espíritos mal-ditos. Mas a televisão te distrai e te faz esquecer dos problemas que ela mesmo ajudou a criar. Talvez se a televisão nunca tivesse existido, não precisaríamos nos preocupar com os problemas diários e esquecê-los por um momento e lembrá-los em outro. Eu neste momento sou a favor do que os caras do filme "Duro de Matar 4" fizeram com os sistemas. Tomaram posse e destruíram todos os meios, apenas para ajudar a minimizar o tempo de destruição total.
Mas a humanidade "evolui" e se auto-destrói. A gente não vive sem a humanidade. Eu preciso comer o feijão que o agricultor planta e colhe, eu preciso da genialidade (se é que isso vem ao caso) de um físico para fazer funcionar a lâmpada da minha casa. Mas se tudo isso não tivesse existido, eu não precisaria da humanidade. Os primeiros Homo sapiens não desfrutavam deste tipo de "prazer" que nós usufruímos e desperdiçamos hoje. Mas ele sempre evolui, é natural na maioria das espécies, e sempre se auto-destrói.
Eu me sinto excluído deste mundo, justamente porque sou diferente da maioria das espécies. Nós temos algo inerente a nós mesmos e os demais animais a eles. Por isso, eles são maioria no mundo. É, no mundo quem impera são os irracionais. Por que você acha que milhões de bactérias se multiplicam rapidamente e existem numa razão absurdamente grande a cada milímetro quadrado de seu corpo? Bactéria nem ao menos é animal. É um Monera, como diria o Amabis. Pois são estes seres, que tanto nos auxiliam como também nos destroem, que imperam. Talvez estas bactérias façam parte de nós mesmos e nos ajudam a nos destruir por completo, apenas para adiantar a morte em si.
Eu prefiro aderir à Lei do Silêncio e não mais falar de nada que eu sei. Aristóteles talvez estivesse tão errado quanto eu estou agora. Psiu!

2 comentários:

Gilberto Barbosa disse...

divagação delirante,...

MARLO RENAN disse...

Adorei. Bem escrito, com boas idéias de mundo e da sociedade auto-flageladora. O que mais me atraiu foi isso:

"Mas a televisão te distrai e te faz esquecer dos problemas que ela mesmo ajudou a criar."

Abraço; atualzei o meu.