Não verás luz de velas abalar-te,
nem tampouco a chama ardente dançar
entre o enleio da dor. Fazer calar
a tua boca incessante a falar de arte.
Ante ao fulgaz recentimento mórbido,
sombria noite há de chegar serena,
e ao luar irás galgar vôo sórdido,
sutil balouçar de uma brisa amena.
Um sopro Divino fará inconsútil
a tua doce alma a calcar devaneios.
No vazio da sombra ressurgiste
e em plena luz de velas fez-te fútil.
Eu indo procurar-te em teus passeios
nada encontrarei, senão versos tristes.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
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